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terça-feira, 4 de junho de 2013

Diário de Guerra

"Acordei assombrado por pesadelos do passado, me levantei devagar para olhar pela janela. A noite ia densa, profunda, silenciosamente até dentro de mim despertar meus fantasmas. O suor frio que desce pelo meu rosto me faz lembrar dos comprimidos noturnos em minha gaveta. Com mãos trêmulas consigo tomá-los. Me sento na cama esperando a tormenta passar ainda olhando minhas mãos perderem o controle, imaginando que um dia essas mesmas mãos já empunharam armas.
Eu era jovem, só queria lutar, defender meu país. Passei a vida na trincheira com meus 'companheiros de farda', deitado na lama, sob sol e chuva, as vezes dividindo espaço com cadáveres. Minhas mãos quando firmes mataram pessoas, aniquilaram famílias, destruíram gerações. Fiz minha carreira sobre um mar de sangue, ignorando gritos de horror, impondo medo. Ainda posso sentir o cheiro da morte impregnado em minha história. Quanto sofrimento causei.
Conheci a fúria dos homens cegos pelo falso heroísmo, a bravura dos resistentes, a covardia de quem se esconde atrás de ideologias tortas. Vi quando a esperança morreu, o amor virou ódio, seres humanos se tornaram animais. Eu fui um deles. Ganhei títulos militares, homenagens, medalhas de honra, sem saber que estava perdendo a minha.
Hoje vivo em um lar que dizem ser para aqueles que viveram os tempos de glória. Que tempos? Que glória? Não há glória na guerra. Não há glória em meus olhos, em meu corpo condenado. Os jovens me tem como herói, algum tipo de inspiração. Pobres tolos, não sabem que os 'heróis' terminam como eu. Sozinho. Minha mulher morreu, meus filhos não vem mais me ver, não conheço meus netos que suponho ter. Eu meio que os entendo, afinal, quem iria querer olhar para a face do arrependimento tardio?
Isso foi o que a guerra me deu. Pesadelos, tremores, dores. Não tenho como contar as perdas, porém, quando olho pra trás, a única conclusão que chego é a de que perdi a vida."

sábado, 29 de outubro de 2011

O que realmente é importante na vida


A vida não é um placar. O importante não é quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ninguém. O importante não é quem você beijou, que menino ou menina gosta de você. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte pratica ou o colégio que freqüenta. Na verdade, o importante não são as notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou ou não para a faculdade. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros, não é ter muitos amigos ou estar sozinho. Na vida, nada disso é importante. 
O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesma. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm. Acima de tudo, é escolher usar a sua vida para tocar a vida de outra pessoa de um jeito que a fará mais feliz. O importante na vida são essas escolhas. 

Esta mensagem foi escrita por uma garota de 17 anos, chamada Katie Leicht. Ela expressou muito bem o que é importante na vida, o que nos traz felicidade e nos faz ficar feliz. Às vezes nos confundimos tentando buscar a felicidade em coisas promíscuas, voláteis e acabamos nos decepcionando com a vida, mas na verdade ela não é a culpada pelas sua situação. Se prestar bem atenção, a vida é maravilhosa. Caso ela tenha se tornado ruim foi por causa das suas escolhas, das coisas que você considera importante ou não. Se pelo menos uma vez déssemos valor aos pequenos gestos, aos sorrisos, às palavras carinhosas, ou um simples "bom dia", veriam que suas vidas se transformariam. As pessoas poderiam até não entender seu novo jeito, algumas coisas não foram feitas realmente para serem entendidas, mas para serem sentidas. Mas se praticássemos isso ficaríamos ricos, não ricos de coisas matérias, e sim das coisas que trazemos de dentro de si mesmo, que ficam gravadas na alma ou guardadas no coração. Aí sim você iria compartilhar da mesma opinião que a minha, iria ver como a felicidade está nos pequenos detalhes.
Experimente, sinta.
Reflita!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mensagem do dia - Um Rei, uma Porta e a Liberdade

'' Há muito tempo atrás existia um Rei, seus servos, soldados e uma guerra. Os tempos eram difíceis e a guerra se alastrava por toda a parte. O Rei era um homem autoritário, rígido com seus inimigos e oponentes. Ele mandava seus servos capturarem seus opositores na guerra e trazerem para seu calabolso e depois ele ia pessoalmente conversar com eles. O calabolso do Rei era cheio de corpos, esqueletos, era escuro, sem janelas, só tinha duas portas, a de entrada e outra q ninguém tinha coragem de abrir. Quando ele chegava para conversar com seus prisioneiros, ele mandava seus servos se retirarem e ficavam a sós. Para todos ele sempre fazia a mesma observação: 'Veja meu amigo, eu não sou uma má pessoa, faço isso porque estamos em tempo de guerra e ela muda as pessoas. E para provar que não sou de todo tão mal, vou te dar a chance de escolher entre duas opções. A primeira é vc ser deixado aqui neste calabolso para morrer como os outros, e a segunda aquela porta. (Essa porta é aquela do começo da história que eu disse que ninguém tinha coragem de abrir)
Essas eram as opções. Os prisioneiros olhavam para a porta e eram tomados pelo medo e sempre escolhiam a morte. Os soldados, sempre curiosos, ficavam espiando o Rei conversar com seus prisioneiros para saber o que tinha naquela porta. Mas sempre sem sucesso, nunca descobririam dessa maneira. Até que um dia um soldado muito espantado com a escolha dos prisioneiros, resolveu perguntar ao Rei:
-Meu senhor, posso te fazer uma pergunta?
O Rei respondeu:
-Diga, soldado.
-O que tem atrás daquela porta que o senhor oferece como segunda opção para os prisioneiros?
O Rei respondeu com uma só palavra:
-A liberdade!
O soldado se assustou e tornou a perguntar:
-A liberdade? Perdoe-me meu senhor, eu não entendi.
O Rei parou e explicou:
-Isso mesmo soldado, a liberdade. -Por trás daquela porta havia um campo cheio de flores, matas, florestas, um lugar em paz para se viver- Eu dava a eles a liberdade e eles preferiam morrer do que abrir aquela porta. Ninguém nunca tentou.
O soldado protestou:
-Mas meu senhor, eles não escolhiam abrir a porta porque não sabiam o que tinha atrás dela. Talvez se o senhor falasse a eles o que tinha eles a escolhecem.
O Rei sacudiu a cabeça e respondeu:
-Não soldado, aí acabaria toda a graça. Como disse, eu dava a eles a liberdade, mas em troca teriam que enfrentar o medo e abri-lá. ''

Moral da história:
Quantas portas nós deixamos de abrir por medo de tentar? Por medo de descobrir o que nos esperava do outro lado? Quantas oportunidades na vida nós perdemos, quantas escolhas deixamos de fazer por medo de tentar? ...
Nós não podemos deixar que esse medo nos abale, nos impeça de chegar onde queremos, porque se continuarmos a agir dessa maneira vamos ficar acorrentados a um lugar só, e morreremos olhando para uma porta que tememos abrir e que pode ser nossa esperança ou salvação.
Pense nisso. Reflita!